O telégrafo menos famoso
A história do telégrafo no Brasil começa em 1852, quando a primeira linha telegráfica é instalada no Rio, a pedido do imperador D. Pedro II. A infraestrutura se expandiu com várias estações conectando secretarias da corte, e na década de 1870 o Brasil se liga à Europa por uma linha submarina, consolidando o telégrafo como o grande meio de comunicação para o país. Por conta disso, alguns mirantes do Rio acabaram ganhando a alcunha de “telégrafo”, como a hypada Pedra do Telégrafo, em Guaratiba, e o menos conhecido, porém igualmente belo e impactante, Mirante do Telégrafo, no alto da comunidade do Babilônia, no Leme. Para acessá-lo é preciso subir por dentro da comunidade um caminho que vira trilha com 2 km de distância e, do alto dos 239 m de altura a vista impressiona pela originalidade, virada para o lado oposto de sua entrada: Enseada de Botafogo, Pão de Açúcar (bem de perto), Corcovado e Aterro do Flamengo. A mesma trilha dá acesso a outro mirante, da Praia Vermelha, cuja vista contempla essa praia bem de cima e o complexo do Pão de Açúcar de outro ângulo.
Para não perder a foto
• A comunidade do Babilônia tem um grupo de guias locais para levar turistas aos mirantes do morro. Não deixe de contratar um deles para subir.
• Leve pelo menos uma teleobjetiva e uma grande-angular para variar as composições.
• Na subida, ainda próximo às casas da comunidade, descortinam-se vistas únicas para a Praia de Copacabana — dali percebe-se como ela é curva! — e para o Corcovado cercado de verde.
• O Mirante do Telégrafo é um bom local para contemplar o pôr do sol, com a luz a favor, e logo depois a cidade toda iluminada por seus prédios. Leve um tripé para essas fotos mais noturnas, e desça já de noite com os guias; não esqueça uma boa lanterna para iluminar a trilha!
Melhor horário
• Como quase todos os mirantes cariocas, o ideal é bem cedo pela manhã ou no final de tarde, para pegar as melhores luzes do dia. Combine com seu guia essas possibilidades.
Acessibilidade
• A trilha não oferece estrutura de acessibilidade para PcD, porém o grupo de guias da comunidade do Babilônia (Amastour) realiza subidas em parceria com o Coletivo Inclusão, levando cadeirantes trilha acima para contemplar a paisagem.